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Bárbara Paz escala Fernanda Torres e Willem Dafoe para drama sobre a venda da intimidade

Bárbara Paz. Descrito como um drama distópico, o projeto é produzido pela Conspi
Bárbara Paz. Descrito como um drama distópico, o projeto é produzido pela Conspi

O cinema brasileiro prepara um novo capítulo de projeção internacional com o anúncio de Cuddle, o mais recente projeto da diretora Bárbara Paz. A produção, que explora as nuances de uma sociedade distópica, contará com uma dupla de protagonistas de peso: a atriz brasileira Fernanda Torres e o renomado ator americano Willem Dafoe. A notícia, que movimentou os bastidores do Festival de Cannes, foi confirmada pela revista Variety após entrevista com a CEO da Conspiração Filmes, Renata Brandão.

Uma distopia sobre a mercantilização do afeto

Ambientado em um futuro próximo, o longa-metragem propõe uma reflexão incisiva sobre a solidão na era digital. Na trama, a intimidade humana deixou de ser um gesto espontâneo para se tornar uma mercadoria. O personagem de Willem Dafoe, Dante, atua como um profissional especializado em oferecer conforto, abraços e conexão emocional a estranhos que, sobrecarregados pelo cotidiano, não encontram mais suporte em suas relações interpessoais.

A dinâmica narrativa é alterada com a chegada de Ava, interpretada por Fernanda Torres. A personagem é descrita como uma imigrante cuja resiliência e capacidade de empatia forçam Dante a confrontar suas próprias fragilidades. A diretora Bárbara Paz descreveu o filme como um reflexo do isolamento contemporâneo, onde o afeto é frequentemente mediado por conexões virtuais, questionando o custo humano dessa transição para o ambiente digital.

Parceria consolidada entre Paz e Dafoe

A colaboração entre Bárbara Paz e Willem Dafoe não é inédita, consolidando uma relação artística que atravessa fronteiras. O ator americano foi o protagonista de Meu Amigo Hindu (2015), o último trabalho do cineasta Hector Babenco, companheiro de Paz. Além disso, Dafoe atuou como produtor associado no documentário Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (2019), dirigido pela cineasta, que obteve reconhecimento internacional ao vencer em Veneza e representar o Brasil na disputa pelo Oscar.

Momento de ascensão para Fernanda Torres

Para Fernanda Torres, o papel em Cuddle chega em um momento de consagração absoluta de sua carreira. A atriz vive o auge do reconhecimento global após sua atuação em Ainda Estou Aqui (2024), drama dirigido por Walter Salles. O filme, que se tornou um marco recente do cinema nacional, rendeu a Torres um Globo de Ouro e uma histórica indicação ao Oscar de Melhor Atriz em 2025, além da conquista da estatueta de Melhor Filme Internacional pela produção.

Produção e bastidores do projeto

O filme é uma coprodução robusta que envolve nomes de peso do mercado audiovisual, incluindo a Conspiração Filmes, a TV Globo, a BP Produções, a Buena Vista International, a VideoFilmes e a Infinity Hill. A estrutura de produção executiva é liderada por Phin Glynn e Delfina Montecchia, com uma equipe de produtores que inclui Renata Brandão, Juliana Capelini, Bárbara Paz, Axel Kuschevatzky, Cindy Teperman e Maria Carlota Bruno. Para mais detalhes sobre a trajetória da diretora, acesse o portal BBC News Brasil.

Fonte: g1.globo.com

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