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Felipão abre o jogo sobre o 7×1, relação com Tite e laços com Cristiano Ronaldo

Felipão diz que o pior inimigo do jogador é a vaidade Reprodução/TV Globo
Felipão diz que o pior inimigo do jogador é a vaidade Reprodução/TV Globo

A trajetória de um ícone do futebol brasileiro

Em uma participação franca no quadro “Pode Perguntar?”, do programa Fantástico, o técnico Luiz Felipe Scolari, conhecido mundialmente como Felipão, revisitou momentos cruciais de sua carreira. Aos 77 anos, o treinador, que coleciona passagens vitoriosas por clubes e seleções, abriu espaço para discutir episódios que moldaram a percepção pública sobre seu trabalho, desde o trauma coletivo de 2014 até as relações pessoais que cultivou ao longo das décadas no esporte.

O peso do 7 a 1 e a gestão emocional

Ao abordar a histórica derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, Felipão enfatizou a complexidade de gerir um grupo sob pressão extrema. O treinador relembrou que, com o placar de 5 a 0 ainda no intervalo, a prioridade deixou de ser a estratégia tática para se tornar a preservação emocional dos atletas. “Reavaliação quando está 5 a 0 é difícil. O que cabia a mim era não deixar uma arrasada final. Mostrar que o mundo não terminou ali”, declarou.

Para o técnico, o revés no Mineirão deve ser compreendido como uma responsabilidade compartilhada por todo o elenco. Ele reforçou que a cultura do futebol, muitas vezes, busca um único culpado, mas que a superação é o que define a continuidade de uma carreira. Comparando o episódio com suas conquistas posteriores, especialmente no futebol chinês, ele defendeu que o esporte exige resiliência imediata: “A gente não pode afundar porque um problema existe”.

Distanciamento e o futuro com Tite

Um dos pontos mais aguardados da entrevista foi o esclarecimento sobre o afastamento de Tite. Felipão confirmou que a relação entre ambos esfriou devido a uma acusação infundada de que ele teria facilitado uma derrota em um jogo passado, alegação que ele refuta categoricamente. “Não teve veracidade nenhuma. Foi uma colocação totalmente errada”, pontuou.

Embora o contato entre os dois técnicos ainda seja escasso, Felipão adotou um tom conciliador. Ele acredita que o tempo será capaz de dissipar o mal-entendido, classificando o conflito como uma “bobagem” que o meio do futebol deveria superar. A expectativa é que, em um futuro próximo, o diálogo possa ser retomado naturalmente.

A conexão duradoura com Cristiano Ronaldo

Em contraste com as divergências profissionais, a relação de Felipão com Cristiano Ronaldo permanece sólida e próxima. O treinador, que comandou o craque português durante sua passagem pela Seleção de Portugal, descreveu o vínculo como algo “de pai para filho”. O contato entre ambos é frequente e pautado pelo respeito mútuo.

Felipão não poupou elogios à ética de trabalho do atacante, destacando que a longevidade do atleta, que segue em alto nível aos 40 anos, é fruto de uma dedicação obsessiva ao aprimoramento. “Ele é espetacular. Não se contenta com o normal — enquanto não aprende o mais difícil, ele não para”, afirmou o técnico, reforçando a admiração por um dos maiores nomes da história do esporte mundial. Para mais detalhes sobre a carreira de grandes nomes do esporte, acompanhe as reportagens do Fantástico.

Fonte: g1.globo.com

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