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Ex-guitarrista do Turnstile é preso sob acusação de tentativa de homicídio nos EUA

tentar matar o pai de Brendan Yates, vocalista da banda. De acordo com registros
Reprodução G1

O cenário musical, muitas vezes associado à criatividade e à expressão artística, foi abalado por uma notícia grave envolvendo um de seus integrantes. Brady Ebert, ex-guitarrista da aclamada banda de hardcore Turnstile, foi detido no dia 31 de março em Maryland, nos Estados Unidos, sob acusações extremamente sérias de tentativa de homicídio e agressão grave. O incidente teria como vítima William Yates, pai de Brendan Yates, vocalista do grupo.

A prisão de Ebert, que já havia sido afastado da banda em 2022, lança uma sombra sobre a trajetória de um músico que contribuiu para a ascensão do Turnstile no cenário global. O caso, que segue em tramitação legal, expõe tensões e um histórico de comportamento problemático que, segundo a banda, culminou nesta grave acusação.

Detalhes da agressão e as acusações formais contra Brady Ebert

Os registros judiciais indicam que a detenção de Brady Ebert ocorreu após um incidente chocante. De acordo com informações divulgadas pelo jornal The Baltimore Banner, no dia 29 de março, a polícia local foi acionada e encontrou William Yates com “trauma nos membros inferiores”. O pai do vocalista do Turnstile precisou passar por cirurgias e, felizmente, segue em recuperação.

A versão da vítima é alarmante: Yates alegou que Ebert dirigiu até sua residência e o atropelou intencionalmente, proferindo a frase de que ele “merecia”. A motivação para o ato, segundo Yates, estaria ligada a um padrão de comportamento problemático de Ebert, que “estava causando problemas com sua família desde que foi demitido da banda”. As acusações de tentativa de homicídio e agressão grave refletem a seriedade do ocorrido e as possíveis consequências legais para o ex-guitarrista.

O afastamento do Turnstile e o histórico de tensões

A saída de Brady Ebert do Turnstile em 2022 não foi um evento sem precedentes. A banda, que inclusive se apresentou no Lollapalooza Brasil no dia 22 de março já sem o músico em sua formação, havia emitido um comunicado à revista “Pitchfork” na época do desligamento. Nele, o grupo declarou ter encerrado relações com Ebert “em resposta a um padrão consistente de comportamento prejudicial que afetava a si mesmo, a banda e a comunidade”.

O comunicado revelou que, por um tempo, a banda optou por proteger a privacidade de Ebert e as circunstâncias de sua saída, mesmo quando ele não merecia tal proteção. No entanto, o texto também indicava que, nos meses seguintes ao afastamento, as ameaças de Ebert só aumentaram. Essa declaração anterior do Turnstile adiciona um contexto crucial ao incidente atual, sugerindo que a agressão contra William Yates pode ser o ápice de uma escalada de tensões e comportamentos problemáticos.

Repercussão na comunidade musical e o futuro do caso

A notícia da prisão de Brady Ebert e as acusações contra ele reverberaram rapidamente pela comunidade hardcore e punk, conhecida por seus laços fortes e senso de coletividade. O Turnstile, que alcançou grande sucesso e reconhecimento com sua sonoridade inovadora e performances energéticas, agora se vê envolvido em um drama pessoal de grande proporção.

A banda expressou sua gratidão pela sobrevivência de William Yates e pela cirurgia bem-sucedida, desejando a ele a melhor recuperação possível. Em seu pronunciamento, o grupo foi enfático ao declarar: “Não temos mais palavras para Brady”. Essa postura demonstra a gravidade da ruptura e o impacto emocional que o comportamento do ex-membro causou.

Brady Ebert já compareceu à primeira audiência no tribunal, realizada no dia 1º de abril. Sua defesa optou por não se manifestar publicamente sobre o ocorrido, uma estratégia comum em casos de alta complexidade. O processo legal agora seguirá seu curso, com a determinação da fiança e os próximos passos do julgamento, que prometem ser acompanhados de perto pela mídia e pelos fãs da música.

Fonte: g1.globo.com

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