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Prefeitos e prefeitas do Alto Sertão assinam carta aberta fixando limite de R$ 500 mil para cachês artísticos

Medida conjunta busca equilíbrio das contas públicas e preserva investimentos em áreas essenciais como saúde e educação

Em uma decisão inédita para a região, prefeitos e prefeitas que integram o Consórcio Intermunicipal do Alto Sertão Alagoano (CRERSSAL) anunciaram a fixação de um teto para o pagamento de atrações artísticas em eventos públicos. A partir de agora, nenhum município participante poderá ultrapassar o valor de R$ 500 mil na contratação de um único cachê.

União entre municípios reforça gestão responsável

O documento foi assinado por gestores e gestoras das cidades de Piranhas, Água Branca, Canapi, Delmiro Gouveia, Inhapi, Pariconha, Olho D’Água do Casado e Mata Grande.

A iniciativa segue orientações do Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e o uso consciente dos recursos públicos.

Controle de gastos sem prejudicar a cultura

Na carta aberta, os gestores esclarecem que a medida não representa oposição à cultura ou às festas populares. Pelo contrário, trata-se de uma resposta ao aumento significativo dos valores cobrados por grandes atrações nos últimos anos.

Segundo os prefeitos, esses custos vinham pressionando os cofres municipais e, em alguns casos, comprometendo investimentos em áreas essenciais.

“Precisamos ser claros com a nossa população: não queremos o fim das festas, queremos o fim do desequilíbrio financeiro”, destaca o documento.

Equilíbrio financeiro e manutenção dos eventos

Com a definição do novo limite, as prefeituras pretendem manter o calendário cultural da região, mas de forma mais equilibrada. A proposta é garantir que os eventos continuem acontecendo sem prejudicar setores como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.

Novo padrão para o Alto Sertão

A fixação do teto de R$ 500 mil passa a valer imediatamente para todos os municípios do consórcio, estabelecendo um novo padrão ético e administrativo na gestão pública do Alto Sertão alagoano.

A medida também pode servir de referência para outras regiões que enfrentam desafios semelhantes na administração de recursos destinados a eventos culturais.

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