PUBLICIDADE

Legado musical de Lô Borges ganha novo capítulo com álbum póstumo a estrada

gravar discos era tamanha que, mesmo tendo morrido inesperadamente em novembro d
Reprodução G1

Um ciclo de criatividade interrompido e a preservação da obra

A música brasileira se prepara para receber um registro inédito que carrega o peso da saudade e a força da continuidade artística. O cantor e compositor mineiro Lô Borges, falecido em 2 de novembro de 2025, aos 73 anos, deixou um último presente aos fãs: o álbum A estrada. Com lançamento agendado para o dia 10 de junho pela gravadora Deck, o trabalho finaliza um ciclo de produtividade intensa que o artista manteve desde 2019.

Mesmo diante de desafios globais, como a pandemia de covid-19, o músico mineiro manteve uma rotina de lançamentos anuais, sempre explorando parcerias específicas em cada projeto. O novo disco, que se tornou póstumo, foi concebido como uma homenagem aos 80 anos de seu irmão e parceiro de longa data, Márcio Borges, completados em 31 de janeiro deste ano. A obra reafirma a conexão histórica entre os dois, responsáveis por pilares fundamentais do movimento Clube da Esquina.

A construção sonora de um reencontro fraternal

O repertório de A estrada é composto por dez faixas inéditas, fruto da colaboração exclusiva entre os irmãos Borges. Entre as composições que prometem emocionar o público estão títulos como Sem saída, Travessia do deserto, Última parada e Um velho sentado na beira da estrada. O single de abertura, intitulado Campo Alegre KM 500 mil, chega às plataformas digitais no dia 29 de maio, servindo como uma prévia do que o público encontrará no álbum completo.

A produção musical seguiu o método de trabalho que o artista consolidou nos últimos anos. Sob a supervisão do próprio Lô Borges, o time de músicos contou com Henrique Matheus na guitarra e na engenharia de som, além de Thiago Corrêa no baixo e teclados. A bateria permaneceu sob a responsabilidade de Robinson Matos, parceiro habitual de estúdio do cantor.

Inovação e sensibilidade na produção final

Uma das marcas registradas deste projeto é a sonoridade mais orgânica, focada na voz e no violão de Lô Borges. Para conferir uma nova textura a essa base, o álbum traz como convidado especial o percussionista Marcos Suzano. A presença de Suzano é apontada como um dos diferenciais estéticos deste trabalho, trazendo uma camada de sofisticação rítmica que dialoga com a melancolia e a esperança presentes nas letras de Márcio Borges.

Segundo o coprodutor Thiago Corrêa, a dinâmica de gravação era pautada pela entrega do artista. Lô Borges chegava ao estúdio com as canções estruturadas em voz e piano ou violão, permitindo que a equipe de arranjadores desenvolvesse a instrumentação ao redor dessa essência. O resultado é um disco que, embora póstumo, soa como uma obra planejada e finalizada com o rigor artístico que sempre acompanhou a carreira do músico mineiro. Para mais informações sobre a discografia do artista, consulte o portal oficial.

Fonte: g1.globo.com

Leia mais