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Lady Zu, a Donna Summer brasileira, lança single inédito ‘Até o Fim’ após 24 anos

Paulinho Camargo e gravado por Zu de forma aliciante – estourou nas rádios, nas
Paulinho Camargo e gravado por Zu de forma aliciante – estourou nas rádios, nas

A cena musical brasileira celebra o retorno de um de seus ícones mais queridos. Lady Zu, a voz inconfundível que marcou a era da disco music no Brasil, lança o single inédito “Até o fim”, encerrando um hiato de 24 anos sem novas gravações em sua discografia. A canção, que já está em rotação desde 9 de abril, reacende a chama da artista e promete reconectar gerações com seu talento e energia.

Este lançamento é um marco significativo para a cantora paulistana, cujo último álbum, “Number one”, foi editado em 2002. A espera por material inédito de Lady Zu era grande entre os fãs e amantes da música brasileira, que agora podem desfrutar de uma nova fase da artista que embalou os “dancin’ days” dos anos 1970.

O retorno com ‘Até o Fim’ e novas parcerias

O single “Até o fim” é fruto de uma colaboração entre Lafayeth Persaud e Carol Persaud, que assinam a composição ao lado da própria Lady Zu. Lafayeth Persaud também assume a produção musical da faixa, trabalhando em conjunto com Ricardo Cassal na elaboração do arranjo. Essa união de talentos resultou em uma sonoridade que busca honrar a essência da cantora, ao mesmo tempo em que a projeta para o cenário musical contemporâneo.

A capa do single, com foto de Thiago Drummond e arte de Marcelo Calenda, já antecipa a atmosfera de renovação e celebração. O lançamento não é apenas a apresentação de uma nova música, mas a reafirmação da presença de uma artista que, mesmo longe dos holofotes fonográficos por mais de duas décadas, nunca deixou de ser lembrada por sua contribuição à cultura pop brasileira.

A explosão da disco music e o apelido ‘Donna Summer brasileira’

Nascida Zuleide Santos Silva em 7 de maio de 1958, Lady Zu ascendeu ao estrelato em 1977, no auge da disco music. Sua voz potente e carisma a catapultaram para o sucesso com a canção “A noite vai chegar”, um funk disco com toques de samba, composto por Paulinho Camargo. A música não só dominou as rádios e pistas de dança, mas também integrou a trilha sonora da novela “Sem lenço sem documento” (TV Globo, 1977-1978), consolidando seu lugar no imaginário popular.

O impacto de Lady Zu foi tão grande que o icônico apresentador Chacrinha (1917-1988) a apelidou de “a Donna Summer brasileira”. A comparação não era à toa: a voz quente e grave de Zu, aliada à sua performance vibrante, realmente evocava a grandiosidade da diva norte-americana. Esse rótulo, que se tornou parte de sua identidade artística, ressaltava a qualidade e o alcance de seu talento, que conquistou o público em um período de efervescência cultural e musical no Brasil.

Além da pista: a versatilidade de uma alma soul

Embora seja amplamente associada à disco music, a carreira de Lady Zu sempre demonstrou uma versatilidade que transcendia o gênero. Em 1978, ela emplacou outro sucesso nas discotecas com “Só você (Por você, sem você)”, uma “sofrência disco” de Paul Greedus e Cleide Dalto. Contudo, sua arte também se conectava profundamente com o movimento Black Rio e a música soul.

Um exemplo notável dessa amplitude é “Hora de união” (1978), um samba-soul composto por Totó Mugabe. A canção foi apresentada ao Brasil na trilha sonora nacional da novela “Dancin’ days” (TV Globo, 1978-1979), em uma gravação marcante de Zu com o próprio Totó. Esse trabalho demonstrou que a artista era muito mais do que uma cantora de um único gênero, possuindo uma alma soul que permitia explorar diversas vertentes da música brasileira.

Para saber mais sobre a influência da disco music na cultura brasileira, clique aqui.

A trajetória e o renascimento fonográfico de Lady Zu

Após o brilho inicial com os álbuns “A noite vai chegar” (1978) e “Femêa brasileira” (1979), o cenário musical mudou com o fim da era da disco music, e Lady Zu enfrentou um período de menor atividade fonográfica. Ela só retornou ao disco em 1988, participando do álbum coletivo “Alma negra”, ao lado de nomes como Carlinhos Trompete, Luis Vagner (1948-2021), Tony Bizarro (1948-2022) e Tony Tornado.

A balada “Junto a mim” (Frankye Arduine), interpretada por Zu nesse projeto, abriu caminho para o lançamento de seu terceiro álbum, “Louco amor”, em 1989. Treze anos depois, veio “Number one” (2002), seu último trabalho antes do atual retorno. O lançamento de “Até o fim” não é apenas um novo single; é o renascimento fonográfico de uma artista cuja voz e legado continuam a ressoar, repondo Lady Zu, com sua alma soul, de volta à pista da música brasileira.

Fonte: g1.globo.com

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