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Fiscalização em Maceió retira 200 kg de alimentos vencidos de supermercados e frigoríficos

Estabelecimentos foram autuados e vão responder a processo administrativo. Foto: Cortesia
Estabelecimentos foram autuados e vão responder a processo administrativo. Foto: Cortesia

A segurança alimentar voltou a ser o foco das atenções na capital alagoana após uma operação intensiva realizada pela Vigilância Sanitária de Maceió (Visa). Durante o último final de semana, as equipes de fiscalização percorreram estabelecimentos comerciais na parte alta da cidade, resultando na apreensão de aproximadamente 200 kg de produtos impróprios para o consumo humano. A ação concentrou-se em áreas de grande circulação de consumidores, reforçando o compromisso do órgão com a saúde pública.

Detalhes da operação na parte alta de Maceió

Os fiscais concentraram os esforços nos conjuntos Graciliano Ramos e Village Campestre, ambos localizados no bairro Cidade Universitária. A escolha dessas localidades não foi aleatória, fazendo parte de um cronograma de monitoramento constante em regiões com alta densidade populacional e comércio diversificado. Durante as inspeções em supermercados e frigoríficos, a equipe técnica identificou uma série de irregularidades graves relacionadas ao armazenamento e à validade dos produtos.

Entre os itens recolhidos e descartados estavam grandes quantidades de mortadela, bacon, charque e queijos. Estes alimentos, por serem perecíveis e muitos deles de origem animal, exigem um controle rigoroso de temperatura e prazos de validade para evitar a proliferação de microrganismos patogênicos. A presença desses itens nas prateleiras, mesmo após o vencimento, representa uma falha crítica na gestão de estoque e no respeito ao Código de Defesa do Consumidor.

Riscos à saúde pública e o papel da fiscalização

O consumo de alimentos fora do prazo de validade ou armazenados de forma inadequada é uma das principais causas de intoxicação alimentar. Segundo o chefe especial da Visa, Airton Santos, a retirada desses produtos de circulação é uma medida preventiva essencial. “Ao chegarmos nos estabelecimentos, encontramos esses produtos fora do prazo de validade. Fizemos o devido recolhimento para poder prevenir riscos à saúde dos consumidores”, explicou o gestor durante a ação.

A ingestão de carnes processadas e laticínios estragados pode causar desde sintomas leves, como náuseas e dores abdominais, até quadros graves de infecções gastrointestinais. De acordo com diretrizes da Anvisa, o controle sanitário é a primeira barreira de proteção da população contra surtos de doenças transmitidas por alimentos. Por isso, a orientação das autoridades é que o consumidor seja o primeiro fiscal, conferindo sempre o rótulo, a data de vencimento e o aspecto visual do produto antes de efetuar a compra.

Penalidades e canais de denúncia para o consumidor

Os estabelecimentos onde as irregularidades foram detectadas não apenas perderam a mercadoria, mas também enfrentam consequências jurídicas e financeiras. Todos foram autuados e responderão a um processo administrativo conduzido pela Prefeitura de Maceió. As multas aplicadas podem variar drasticamente, indo de R$ 180 a R$ 38 mil, dependendo da gravidade da infração e, principalmente, se o comerciante for reincidente.

A participação da comunidade é considerada fundamental para o sucesso dessas operações. A Vigilância Sanitária mantém canais abertos para que qualquer cidadão possa relatar suspeitas de irregularidades de forma anônima. As denúncias garantem que o órgão atue de forma cirúrgica em locais que oferecem perigo iminente. Os canais disponíveis são:

  • Telefone fixo: (82) 3312-5496 (segunda a sexta, das 7h às 13h)
  • WhatsApp: (82) 98752-2000 (atendimento 24 horas)
  • Endereço físico: Avenida Fernandes Lima, 2335, Farol

Como identificar produtos impróprios para o consumo

Além de observar a validade, o consumidor deve estar atento a sinais físicos de deterioração. Embutidos como a mortadela e o bacon não devem apresentar superfície pegajosa ou alterações de cor acentuadas. No caso dos queijos, a presença de mofo não característico do tipo do produto ou odores excessivamente fortes são sinais de alerta. Embalagens estufadas, rasgadas ou com acúmulo de líquido também indicam que a integridade do alimento pode estar comprometida.

A fiscalização em Maceió segue um ritmo intenso, especialmente em períodos de calor elevado, quando a refrigeração dos alimentos torna-se ainda mais crítica. A meta da Visa é garantir que o alimento que chega à mesa do maceioense seja seguro, nutritivo e esteja dentro de todas as normas legais vigentes, punindo rigorosamente quem negligencia a segurança de seus clientes.

Fonte: maceio.al.gov.br

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