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Artistas brasileiros lançam apostas musicais para embalar a Copa de 2026

Divulgação/Reprodução
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A atmosfera da Copa do Mundo de 2026 já começa a aquecer o cenário musical brasileiro, mesmo antes de a bola rolar oficialmente. Enquanto a cantora Shakira embala o público com “Dai Dai”, a música oficial do torneio, e a Seleção Brasileira conta com o hino “Bate no Peito” – uma colaboração estelar de Ludmilla, João Gomes, Zeca Pagodinho, Veigh, Samuel Rosa e Papatinho –, a verdadeira corrida por um lugar no coração da torcida acontece nos bastidores. Artistas de diversos gêneros musicais estão lançando suas apostas, sonhando em emplacar o próximo grande hit viral que transcenda as fronteiras do evento e se torne um símbolo de celebração nacional, assim como aconteceu com “Festa”, de Ivete Sangalo.

O fenômeno das músicas que se tornam hinos não-oficiais da Copa é uma tradição à parte no Brasil. “Festa”, lançada por Ivete Sangalo em 2001, é o exemplo mais emblemático. Embora não tenha sido criada com o Mundial em mente, a canção se consolidou como trilha sonora do pentacampeonato brasileiro em 2002 e, até hoje, é sinônimo de alegria e união em eventos esportivos. Esse sucesso espontâneo inspira uma nova geração de artistas a mirar no fervor da Copa, transformando a paixão nacional pelo futebol em versos e melodias que prometem agitar as torcidas e as redes sociais.

A busca pelo hino da Copa de 2026

A cada quatro anos, o Brasil se transforma em um caldeirão de emoções, e a música é um dos principais combustíveis dessa paixão. A expectativa de que uma canção capture o espírito da Copa e se espalhe como um fenômeno cultural leva muitos artistas a investirem em produções temáticas. Diferente dos hinos oficiais, que são encomendados e têm um caráter mais institucional, essas faixas “por fora” buscam uma conexão mais orgânica com o público, misturando ritmos e linguagens que refletem a diversidade cultural brasileira. A meta é clara: criar uma melodia que grude na cabeça, um refrão que seja cantado em uníssono e um clipe que viralize, tornando-se a trilha sonora da alegria e da esperança durante os jogos.

Novas apostas musicais para embalar a torcida

Nas últimas semanas, diversos lançamentos já dão o tom do que pode ser a trilha sonora da Copa de 2026. Do funk ao pagode, passando pelo forró, a diversidade de estilos é a marca registrada dessas novas produções, cada uma com sua estratégia para conquistar o público.

MC Guimê e Turma do Pagode revisitam “País do Futebol”

Um dos lançamentos que mais chamou atenção foi “País do Futebol 2”, de MC Guimê em parceria com a Turma do Pagode. A faixa é uma releitura do clássico de Guimê de 2013, que originalmente unia seu funk ao rap de Emicida. A nova versão surpreende ao incorporar o pandeiro e o cavaquinho do grupo de pagode, criando uma fusão rítmica que promete agradar a diferentes públicos. O próprio Guimê expressou a surpresa ao lançar a música, um dia antes do início dos jogos, mostrando a aposta na novidade e na nostalgia.

A Turma do Pagode, aliás, não parou por aí. O grupo investiu em um projeto completo em clima de futebol, o DVD “Turma Futebol Clube”. Gravado em uma quadra de São Paulo, o trabalho mescla a roda de samba com a tradicional “pelada” entre amigos. O lançamento será dividido em etapas – “Primeiro Tempo”, “Intervalo”, “Segundo Tempo” e “Pênaltis” – e a primeira faixa, “Investigador”, já foi divulgada. Embora sua letra não faça referências diretas à Copa, o clipe, ambientado em campo e vestiários, imerge o espectador na atmosfera futebolística, reforçando a conexão com o tema.

Benziê ressignifica o termo “Maria Chuteira”

O duo Benziê, formado por Vic Conegero e Du Pessoa, trouxe uma proposta inovadora com “Sou Maria Chuteira”. A canção busca ressignificar o termo, historicamente usado de forma pejorativa para descrever mulheres que se relacionam com jogadores de futebol. A ideia é dar uma nova perspectiva, celebrando a paixão e o envolvimento feminino com o esporte. Musicalmente, a dupla, conhecida por seu trabalho no pop e reggae, explorou a levada do samba, buscando inspiração em grandes nomes como Beth Carvalho, Dona Ivone Lara e Maria Rita, o que confere à faixa uma sonoridade rica e autêntica. O papel das mulheres no universo do futebol, seja como torcedoras, atletas ou companheiras, tem ganhado cada vez mais destaque e representatividade.

Wesley Safadão, Ludmilla e Ronaldinho Gaúcho em “Tu pode falar mal”

A união de grandes nomes da música e do esporte resultou em “Tu pode falar mal”, de Wesley Safadão, Ludmilla e Ronaldinho Gaúcho. Embora a letra não seja explicitamente sobre futebol, a presença do icônico Ronaldinho Gaúcho – pentacampeão mundial em 2002 e figura lendária da Seleção Brasileira – já é um convite à celebração. A faixa mescla as batidas do forró e do pagode, criando uma sonoridade vibrante e contagiante, característica do estilo “para cima” que Safadão destaca. A colaboração entre esses talentos promete ser um dos pontos altos da trilha sonora da Copa, unindo diferentes gerações e paixões em uma só festa.

MC PH, MC Hariel e MC Marks celebram o “Brasil” no funk

O funk também marca presença forte com “Brasil”, uma colaboração entre MC PH, MC Hariel e MC Marks. A música busca capturar a energia e a vibração da torcida brasileira, com um “sentimento de povo” que se traduz em um som que convida ao canto coletivo. Lançado no final de maio, o clipe é um espetáculo visual, repleto de referências ao futebol, à favela e à rica cultura urbana do país. A faixa ainda presta uma emocionante homenagem inicial à “era de ouro” da Seleção Brasileira, citando lendas como o Fenômeno, o Galinho, o Menino, o Bruxo, o Doutor, o Baixinho, o Imperador e o Rei – uma reverência aos gênios que encantaram o mundo e levaram alegria ao povo.

“Canário de Raça” com a voz de Zagallo

Uma homenagem emocionante e cheia de garra é “Canário de Raça”, que une Tucho, Guga Nandes e Zag. O destaque da faixa é a participação de DJ Zag, neto de Mário Jorge Lobo Zagallo, e a inclusão da icônica frase do “Velho Lobo”: “Vocês vão ter que me engolir”. A música mistura funk e pagode, celebrando a resiliência e a paixão brasileira. Tucho ressaltou a capacidade do sample de Zagallo de evocar memórias e a honra de ter o neto do tetracampeão no projeto. Zag, por sua vez, expressou o orgulho pela homenagem ao avô, cuja trajetória está intrinsecamente ligada às maiores conquistas da Seleção Brasileira, reforçando o legado de um dos maiores ícones do nosso futebol.

A expectativa pelo próximo hino nacional do futebol

A diversidade de gêneros e a criatividade dos artistas brasileiros demonstram o quão enraizada é a cultura do futebol e da música no país. Cada uma dessas faixas, com suas particularidades e mensagens, busca tocar o coração do torcedor e se eternizar como parte da memória afetiva da Copa de 2026. A pergunta “Quem será a próxima ‘Festa’?” permanece no ar, mas uma coisa é certa: a trilha sonora para a paixão nacional já está sendo escrita, prometendo muita vibração e alegria para os próximos jogos.

Fonte: g1.globo.com

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