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Tarifaço dos EUA: governo brasileiro seguirá negociando, mas avalia que tudo já foi dito; espera ampliação do número de exceções

O governo brasileiro vai seguir negociando com os Estados Unidos para tentar evitar a adoção de novas tarifas contra exportações do país.

O Executivo avalia, porém, que tudo já foi dito e espera pelo menos um aumento do número de exceções na lista dos produtos que ficariam fora do novo tarifaço.

A decisão vai ser do presidente dos EUA, Donald Trump, para quem estão sendo enviados pedidos para que reavalie qualquer intenção de adotar novas tarifas de 25% e 12,5% sobre exportações de produtos brasileiros.

Na visão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se Trump analisar os efeitos danosos para a economia americana, ele vai desistir de adotar essas novas tarifas.

O prazo termina no dia 15 de julho, semana que vem. A equipe presidencial espera uma decisão final agora, e não um adiamento.

Afinal, um adiamento será uma sinalização política para Flávio Bolsonaro, na busca de dar munição para o pré-candidato do PL usar em sua campanha.

O pré-candidato do PL à Presidência deve permanecer mais alguns dias nos Estados Unidos na busca, segundo sua equipe, de conseguir exatamente um adiamento da decisão sobre o tarifaço.

Seria um gesto político do presidente Donald Trump a favor do senador do PL. Trump, que havia se aproximado de Lulaacabou fazendo acenos para Flávio Bolsonaro ao recebê-lo na Casa Branca.

Ao mesmo tempo, esfriou momentaneamente sua relação com o atual presidente brasileiro.

Um adiamento seria usado como uma vitória de Flávio Bolsonaro, que vem sendo criticado pelo governo Lula, que o acusa de ser um “entreguista”, se submetendo aos interesses do governo dos EUA.

Governo vê USTR ‘inflexível’

De acordo com o Itamaraty, as negociações com os Estados Unidos continuam.

Nesse contexto, houve uma nova rodada técnica nesta terça-feira (7), e está prevista para os próximos dias uma reunião de alto nível entre o ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), os secretários do Ministério das Relações Exteriores Philip Fox Gough (Assuntos Econômicos) e Maurício Lyrio (Meio Ambiente) com autoridades americanas, entre elas, Jamieson Greer.

Segundo diplomatas, “todos os dados pedidos foram apresentados”, mas os documentos que recebidos foram “copia e cola”, isto é, conforme relatos, o USTR usou as mesmas informações para anunciar a investigação comercial – em julho de 2025 – e para recomendar as tarifas – no mês passado.

Nesse cenário, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não veem, neste momento, espaço para reversão completa do tarifaço, somente eventuais exceções.

Até o momento, segundo relatos obtidos pela Globonews, não houve sinalização de adiamento que tenha chegado ao Itamaraty. 

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