Em um cenário de efervescência cultural e paixão pelo futebol, as favelas do Rio de Janeiro se preparam para receber visitantes de uma maneira única durante a Copa do Mundo. O projeto social Na Favela Turismo, conhecido por sua abordagem inovadora na promoção da integração e geração de renda, lançou a iniciativa “Copa na Favela”. A partir do próximo sábado, 13 de junho de 2026, turistas terão a oportunidade de mergulhar na realidade vibrante da Rocinha e do Vidigal, explorando a cultura local e a paixão pelo esporte mais amado do Brasil.
turismo: cenário e impactos
A proposta vai além de um simples passeio turístico; ela busca criar uma conexão autêntica entre os visitantes e os moradores, desmistificando preconceitos e celebrando a riqueza cultural das comunidades. Idealizado pelo empreendedor social Renan Monteiro, o projeto visa transformar o período da Copa em uma plataforma para o desenvolvimento local, oferecendo uma experiência inesquecível que combina esporte, cultura e interação social.
Uma imersão cultural e esportiva nas comunidades
A rota temática da “Copa na Favela” foi cuidadosamente planejada para levar os turistas a pontos emblemáticos das comunidades, onde o futebol pulsa com intensidade. Guiados por moradores locais, os visitantes percorrerão as ruas e vielas da Rocinha e do Vidigal, descobrindo as quadras de futebol que servem de palco para sonhos e talentos.
Além da exploração dos espaços esportivos, a experiência inclui uma rica programação cultural. Os turistas terão o privilégio de assistir a uma apresentação do projeto Acorda Capoeira, que demonstra a força e a beleza dessa arte marcial afro-brasileira, enraizada na história e na identidade do país. Essa interação cultural é um dos pilares do projeto, promovendo o intercâmbio e a valorização das tradições locais.
Altinha, pelada e a energia carioca
Para quem busca uma vivência ainda mais autêntica do estilo de vida carioca, a rota oferece atividades interativas e divertidas. Uma das atrações é a aula de “altinha”, um lazer típico das praias do Rio de Janeiro que surgiu entre as décadas de 1950 e 1960. O jogo coletivo, que consiste em manter a bola no ar usando apenas pés, pernas, peito, cabeça e ombros, sem o uso das mãos, é uma verdadeira expressão da ginga e da habilidade brasileira com a bola.
A experiência culmina com a chance de participar de uma “pelada” no famoso Castelinho, localizado na localidade de Paula Brito, na Rocinha. Durante a partida de futebol, os turistas poderão confraternizar com os moradores e, quem sabe, até tirar fotos com Josiel Dalto dos Santos, um morador da comunidade conhecido por sua impressionante semelhança com o craque Vini Jr., da seleção brasileira. Essa interação direta com a comunidade e seus personagens é o que torna o passeio tão especial e memorável.
Celebração da Copa no Mirante da Rocinha
O ponto alto de cada tour acontece no Mirante da Rocinha, onde a paixão pelo futebol se encontra com a alegria do samba. Ao final do passeio, os turistas se juntam aos moradores em um evento vibrante, com roda de samba e um telão gigante para a transmissão dos jogos do Brasil. Os três primeiros jogos da seleção na fase de grupos, marcados para 13, 24 e 29 de junho, serão momentos de grande celebração coletiva.
Renan Monteiro reforça que o tour será realizado em todos os dias de jogo do Brasil. A expectativa é que, caso a seleção avance no torneio, a “Copa na Favela” continue, transformando cada vitória em uma oportunidade de festa e união. “No final do tour, a ideia é que tenha ali uma celebração, uma troca entre turistas e comunidade, em um grande evento”, afirmou Monteiro, destacando o poder do esporte e da cultura para aproximar pessoas e promover a inclusão social.
Impacto social e reconhecimento internacional
O projeto Na Favela Turismo já demonstrou seu potencial, chegando a receber mais de 40 mil visitantes em um único mês. A expectativa é que o mês de agosto, período de férias de verão no Hemisfério Norte, traga os melhores resultados, atraindo ainda mais turistas. A iniciativa não apenas gera renda para os guias locais e comerciantes, mas também fortalece a autoestima da comunidade e oferece uma nova perspectiva sobre as favelas do Rio.
A maior parte dos turistas que buscam essa experiência vem da América Latina, com destaque para argentinos, chilenos e colombianos, além de um grande número de visitantes nacionais. No entanto, o projeto também atrai pessoas de diversas partes do mundo, incluindo americanos, franceses e italianos, comprovando o apelo universal da cultura brasileira e a curiosidade em conhecer a realidade das favelas de perto. Essa diversidade de público reforça a importância do turismo como ferramenta de intercâmbio cultural e desenvolvimento social. Para mais informações sobre iniciativas de turismo comunitário no Rio, clique aqui.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br