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No México, Coreia do Sul e República Tcheca encerram o 1º dia da Copa 2026

© REUTERS/Paul Childs/ Proibido reprodução
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O primeiro dia da Copa do Mundo de 2026, um torneio histórico que marca a expansão para 48 seleções e a inédita co-organização por três países (México, Estados Unidos e Canadá), não se encerra com o jogo de abertura. Após a emoção da partida inaugural, a noite reserva um confronto igualmente aguardado. Nesta quinta-feira (11), às 23h (horário de Brasília), a Coreia do Sul e a República Tcheca se enfrentam no Estádio Akron, localizado em Zapopan, no estado de Jalisco, México. Este embate é crucial para o Grupo A, que também conta com os anfitriões mexicanos e a seleção da África do Sul, prometendo um início de competição repleto de expectativas e disputas acirradas.

A partida representa a oportunidade para ambas as seleções começarem sua trajetória no maior palco do futebol mundial com o pé direito. Para os sul-coreanos, é a chance de reafirmar sua força no cenário internacional, enquanto os tchecos buscam um retorno triunfal após anos de ausência. O duelo em Zapopan não é apenas um jogo; é o pontapé inicial para sonhos e ambições de duas nações que respiram futebol.

A estreia sul-coreana e a busca por um novo capítulo

A Coreia do Sul chega à Copa do Mundo de 2026 com um histórico respeitável e a ambição de superar suas melhores campanhas. Os asiáticos, que alcançaram um memorável quarto lugar em 2002, quando foram co-anfitriões ao lado do Japão, disputam o torneio pela 11ª vez consecutiva. Essa consistência em participar de Mundiais demonstra a evolução e a solidez do futebol sul-coreano ao longo das últimas décadas.

A campanha nas eliminatórias foi um reflexo dessa força, com 11 vitórias, cinco empates e um total de 40 gols marcados. O grande destaque e líder da equipe é o astro Son Heung-Min, atualmente defendendo o Los Angeles, nos Estados Unidos. O atacante de 33 anos, que teve uma longa e bem-sucedida passagem pelo Tottenham, da Inglaterra, está a apenas dois gols de se tornar o maior artilheiro da seleção sul-coreana. Com 56 gols, ele se aproxima do ídolo Cha Bum-Kun, que marcou 58 vezes nas décadas de 1970 e 1980, e quebrou barreiras para jogadores asiáticos na Europa. Son, com 144 jogos pela Coreia do Sul, é uma figura central não apenas em campo, mas também como símbolo de inspiração para milhões de fãs.

Além de Son, o técnico Hong Myung-Bo conta com a experiência e talento de outros jogadores cruciais. Lee Jae-Sung, que atua há cinco anos no Mainz, da Alemanha, é o segundo do atual elenco com mais partidas pela seleção, trazendo solidez e visão de jogo. Outro meia importante para o time é Lee Kang-In, bicampeão europeu pelo Paris Saint-Germain, da França, que adiciona criatividade e técnica ao meio-campo sul-coreano, prometendo uma equipe equilibrada e perigosa.

O retorno tcheco e a herança da Tchecoslováquia

Para a República Tcheca, esta será a segunda participação em Copas do Mundo desde a dissolução da Tchecoslováquia em 1992. A nação antecessora deixou um legado impressionante, sendo vice-campeã em 1934 e 1962, superada por Itália e Brasil, respectivamente. O retorno ao torneio após 20 anos de ausência é um marco significativo, e a equipe chega com a clara ambição de, desta vez, superar a fase de grupos e avançar na competição.

A jornada nas eliminatórias foi marcada por desafios e superações. Após uma campanha irregular que incluiu uma inesperada derrota para as Ilhas Faroe, a República Tcheca precisou encarar duas disputas de pênaltis na repescagem europeia, contra Irlanda e Dinamarca, demonstrando resiliência e nervos de aço. O atacante Patrick Schick, um dos destaques do Bayer Leverkusen, da Alemanha, foi fundamental nessa caminhada, marcando cinco gols e se consolidando como o artilheiro da equipe nas eliminatórias.

No comando técnico, Miroslav Koubek, de 74 anos e nove meses, assumiu a equipe na repescagem e fará história na Copa. Ele superará o belga Hugo Broos (sete meses mais novo), que dirigiu a África do Sul mais cedo, para se tornar o técnico mais velho a comandar uma seleção em Mundiais. No meio-campo, Tomás Soucek, se participar de ao menos os três jogos da fase de grupos, entrará para o top-5 de jogadores com mais partidas vestindo a camisa do país, com 93 atuações, sublinhando a experiência e liderança que ele traz para o elenco tcheco.

Histórico de confrontos e o peso do primeiro duelo em Copas

Este confronto entre Coreia do Sul e República Tcheca será o quarto na história entre as duas seleções, mas o primeiro em uma Copa do Mundo. Os duelos anteriores oferecem um vislumbre da dinâmica entre as equipes. Em 1998, um amistoso realizado em Seul, capital sul-coreana, terminou em um empate por 2 a 2, mostrando um equilíbrio inicial. Três anos depois, em 2001, a República Tcheca recebeu o jogo em Drnovice e aplicou uma goleada expressiva de 5 a 0, demonstrando sua força em casa.

O último encontro ocorreu em 2016, novamente com mando tcheco, em Praga. Desta vez, a seleção asiática conseguiu reverter o cenário e venceu por 2 a 1, indicando uma evolução e capacidade de superação. Este histórico de resultados variados adiciona uma camada extra de imprevisibilidade ao embate no México, onde o peso de uma estreia em Copa do Mundo eleva as apostas. O fato de ser o primeiro duelo em um Mundial significa que ambas as equipes estarão sob intensa pressão para mostrar seu melhor futebol e conquistar os primeiros pontos em um grupo tão competitivo.

O cenário do Grupo A e as projeções

O Grupo A da Copa do Mundo de 2026 é composto por México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca. Com o México já tendo jogado e vencido a África do Sul, a partida entre Coreia do Sul e República Tcheca ganha ainda mais importância. Somar pontos neste primeiro jogo é crucial para as aspirações de classificação de ambas as seleções, especialmente considerando que apenas os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para a fase eliminatória, além de alguns melhores terceiros colocados no novo formato.

Uma vitória pode dar um impulso significativo na confiança e na tabela, enquanto um empate ou uma derrota pode exigir uma recuperação rápida nos próximos jogos. As expectativas são altas para ver como a experiência de Son Heung-Min e a solidez sul-coreana se comportarão contra a determinação e o poder ofensivo de Patrick Schick e a República Tcheca. O desempenho neste jogo inicial pode definir o tom para o restante da campanha de cada equipe no torneio. Para mais informações sobre a Copa do Mundo de 2026, visite o site oficial da FIFA.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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