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Estilo e Copa do Mundo: como os cortes de jogadores viraram febre global desde Ronaldo e Beckham

te. Alguns nasceram da superstição, outros da moda ou da personalidade dos jogad
Reprodução G1

O impacto estético dos gramados para a cultura popular

A Copa do Mundo é, historicamente, muito mais do que um torneio de futebol. É um fenômeno cultural que dita comportamentos, dão o tom da moda e, invariavelmente, transformam os gramados em passarelas. Para o desespero ou alegria dos barbeiros ao redor do globo, o evento esportivo mais aguardado do planeta sempre serviu como uma vitrine para estilos que transcendem o esporte, tornando-se símbolos de gerações.

Desde a ousadia de Ronaldo Fenômeno em 2002 até o estilo inconfundível de Carlos Valderrama, alguns jogadores entenderam que o visual é uma forma de comunicação. Seja por superstição, estratégia de marketing ou pura personalidade, esses cortes de cabelo sobreviveram ao tempo e hoje ocupam um lugar cativo na memória afetiva dos torcedores, sendo lembrados tanto quanto gols decisivos e títulos mundiais.

A era dos clássicos e a ousadia dos anos 90

Nem todo estilo nasceu para ser moda. Bobby Charlton, lenda da Inglaterra, imortalizou o seu “comb-over” na Copa de 1970. O penteado, que tentava disfarçar a calvície com uma longa mecha lateral, tornou-se uma marca registrada, embora o próprio jogador tenha admitido décadas depois que a escolha estética não foi das mais felizes.

Já nos anos 90, a excentricidade tomou conta. Carlos Valderrama, o maestro colombiano, exibiu cachos loiros volumosos que o tornaram um dos jogadores mais reconhecíveis da história. Pouco depois, em 1994, o italiano Roberto Baggio apresentou o “Rabo de Cavalo Divino”, uma mistura de mullet e trança que virou febre global, consolidando sua imagem como a grande estrela daquela edição.

Identidade, superstição e o fenômeno do ‘Cascão’

A criatividade dos atletas muitas vezes buscou unir o grupo ou atrair a sorte. Em 1998, a seleção da Romênia surpreendeu o mundo ao entrar em campo com todos os jogadores de cabelos descoloridos, um estilo que no Brasil ficou conhecido como “loiro pivete”. No mesmo torneio, o nigeriano Taribo West usou tranças verdes, harmonizando seu visual com o uniforme da equipe.

O caso mais emblemático de estratégia e repercussão, contudo, pertence a Ronaldo Fenômeno. Na Copa de 2002, o atacante brasileiro raspou a cabeça e deixou apenas uma pequena faixa frontal, o famoso corte “Cascão”. O objetivo real era desviar o foco da imprensa sobre uma lesão, e a tática foi um sucesso absoluto: o Brasil conquistou o pentacampeonato e o visual tornou-se um ícone cultural imbatível.

Tendências modernas e o legado dos ídolos

A influência dos jogadores sobre o público jovem é inegável. David Beckham, em 2002, transformou o moicano em uma febre mundial, reforçando seu status de ícone de estilo. Mais recentemente, Neymar manteve essa tradição, utilizando o palco da Copa de 2018 para exibir um topete descolorido que gerou debates e memes, provando que o cabelo de um craque é capaz de mobilizar as redes sociais tanto quanto uma jogada de efeito.

Outros, como Rodrigo Palacio em 2014, mantiveram a superstição como guia. Sua trança fina na nuca, segundo o próprio atacante argentino, era um amuleto que ele se recusava a remover enquanto as coisas estivessem dando certo. Esses detalhes, por mais simples que pareçam, reforçam a humanidade por trás da figura do atleta profissional, conectando ídolos e fãs através de escolhas estéticas que marcam épocas. Para saber mais sobre a história do esporte, consulte o portal FIFA.

Fonte: g1.globo.com

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