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Granja Comary celebra Felipão, pentacampeão que inspira seleção ao hexa

© Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados
© Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

Em um momento de profunda conexão entre gerações do futebol brasileiro, Luiz Felipe Scolari, o lendário Felipão, técnico que conduziu a seleção ao pentacampeonato mundial em 2002, foi o centro de uma emocionante homenagem nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). O encontro, que reuniu jogadores e a comissão técnica liderada por Carlo Ancelotti, serviu como um poderoso incentivo na jornada rumo ao tão sonhado hexa.

Vinte e quatro anos após a glória no Japão, a presença de Felipão, hoje coordenador técnico do Grêmio, ressoou como um lembrete vívido da paixão e da dedicação necessárias para alcançar o topo do futebol mundial. A homenagem não foi apenas um reconhecimento de seu passado vitorioso, mas também uma injeção de ânimo e sabedoria para os atletas que se preparam para os desafios futuros da Amarelinha.

O Legado do Penta e a Mensagem de um Vencedor

A cerimônia na Granja Comary foi marcada por um clima de respeito e admiração. Felipão, com seus 77 anos e aposentado da beira do gramado desde 2022, assistiu ao segundo treino da seleção antes de ser agraciado com uma placa comemorativa, que eterniza os principais títulos de sua brilhante carreira. Mais do que os troféus, o que o ex-treinador gaúcho transmitiu foi a essência do espírito campeão.

Em suas palavras aos convocados, Felipão enfatizou a importância da união e do sacrifício coletivo. “Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm toda essa possibilidade. É difícil, se fechem entre vocês. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. E essa elite tem que saber: ‘eu jogo pelo outro, eu faço pelo outro’”, declarou o técnico do penta, reforçando a ideia de que o sucesso individual se constrói no coletivo.

Conexões e a Confiança na Nova Liderança

A visita de Felipão à Granja Comary também evidenciou as pontes que ele construiu ao longo de sua trajetória. Dentre os 26 jogadores convocados por Ancelotti, alguns já tiveram o privilégio de serem treinados por ele. Igor Thiago e Danilo Santos, por exemplo, passaram pelas categorias de base de Cruzeiro e Palmeiras, respectivamente, sob seu comando. O goleiro Weverton foi campeão brasileiro com Felipão pelo Palmeiras em 2028, e Neymar, uma das maiores estrelas do futebol brasileiro, esteve sob sua batuta na Copa do Mundo de 2014.

A relação de amizade entre Felipão e Carlo Ancelotti é um capítulo à parte. A parceria se consolidou após a temporada 2008/2009, quando o italiano sucedeu o brasileiro no comando do Chelsea. Essa conexão pessoal se refletiu na presença de Felipão tanto na apresentação de Ancelotti como técnico da Amarelinha, há quase um ano, quanto na coletiva de sua primeira convocação. “Vocês têm um cara [Carlo Ancelotti] que irá comandar vocês e que conhece [de futebol]. Portanto, aceitem, dialoguem, conversem”, aconselhou Felipão, demonstrando total confiança no trabalho do amigo.

A Filosofia de União e o Sonho do Hexa

A mensagem de Felipão foi clara: o caminho para o hexa exige mais do que talento individual. “Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão. Esta é a equipe do Brasil. E saibam que um tem que fazer pelo outro e tem que cobrar e aceitar do outro. Aceitar é muito difícil. Quero que vocês ganhem, porque quem ganha é o Brasil, somos todos nós. Desejo a vocês tudo de bom e saibam se doar pelo Brasil e pelo outro”, reiterou, sublinhando a importância da coesão e da resiliência.

Essa filosofia de união e entrega pelo companheiro foi a base de muitas de suas conquistas e é um valor atemporal no esporte. A visita de Felipão, portanto, transcendeu a simples homenagem, tornando-se uma aula prática de liderança e espírito esportivo para a nova geração de talentos brasileiros.

Uma Carreira Recheada de Glórias

A trajetória de Luiz Felipe Scolari é sinônimo de sucesso e resiliência. Além do histórico pentacampeonato com a seleção brasileira em 2002, ele levou Portugal à final da Eurocopa de 2004, permanecendo no comando da equipe lusitana até 2008. Seu retorno à Amarelinha em novembro de 2012 culminou com a conquista da Copa das Confederações de 2013, um importante teste para o Mundial que o Brasil sediaria no ano seguinte.

No cenário de clubes, Felipão construiu uma carreira igualmente impressionante, colecionando títulos de peso. Destaque para as duas Copas Libertadores, uma com o Grêmio em 1995 e outra com o Palmeiras em 1999. Ele também faturou dois Campeonatos Brasileiros (1996 com o Grêmio e 2018 com o Palmeiras) e quatro Copas do Brasil: com Criciúma (1991), Grêmio (1994), e duas vezes com o Palmeiras (1998 e 2012). Seu legado é um testemunho de sua capacidade de construir equipes vencedoras e inspirar atletas, como pode ser visto em registros da Confederação Brasileira de Futebol.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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