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Cineasta paulistano conquista prêmio La Cinef no Festival de Cannes

um júri composto pela diretora espanhola Carla Simón e outros cineastas e atores
Reprodução G1

O reconhecimento internacional do cinema brasileiro

O cinema brasileiro alcançou um patamar de destaque global nesta quinta-feira (21), com a vitória do curta-metragem Laser-Gato na prestigiada categoria La Cinef, durante o Festival de Cannes. A obra, dirigida pelo cineasta paulistano Lucas Acher, de 30 anos, foi o único representante do Brasil na disputa desta edição, consolidando o talento nacional em um dos palcos mais importantes da sétima arte mundial.

A categoria La Cinef funciona como uma vitrine estratégica para novos talentos, sendo historicamente responsável por revelar cineastas que, posteriormente, conquistam reconhecimento em grandes circuitos internacionais. A conquista de Lucas Acher ganha contornos ainda mais expressivos ao considerar a concorrência: o filme foi selecionado entre 2.747 inscrições provenientes de 662 escolas de cinema ao redor do globo, integrando um grupo seleto de apenas 19 produções finalistas.

A atmosfera urbana de São Paulo como protagonista

Rodado inteiramente no Centro de São Paulo, Laser-Gato propõe uma narrativa que se afasta das estruturas clássicas do cinema convencional. O enredo acompanha um adolescente que percorre a capital paulista durante uma única noite, após uma brincadeira envolvendo um apontador laser tomar proporções inesperadas. A cidade, longe de ser apenas um cenário, atua como um personagem central na trama.

A estética do filme é moldada pela arquitetura peculiar da região central, pelos vazios urbanos e pela iluminação artificial característica da madrugada. Ao explorar esses elementos, o diretor constrói uma atmosfera que transita entre o suspense, o humor e o estranhamento, capturando a essência de uma metrópole que, segundo o cineasta, está em constante transformação.

Repercussão e a realização de um sonho

O prêmio foi concedido por um júri especializado, composto por nomes como a diretora espanhola Carla Simón, durante uma cerimônia realizada na sala Buñuel. Após o anúncio, o clima no festival foi de celebração, seguido pela exibição da obra premiada para o público e críticos presentes.

Para Lucas Acher, a experiência de ver seu trabalho reconhecido em Cannes possui um caráter quase surreal. “É um filme muito íntimo, feito em São Paulo, uma cidade muito peculiar, que está em constante transformação, e, de repente, ele está nesse festival gigante”, declarou o diretor. Ele ressaltou que o festival sempre foi um sonho, uma ideia que, até então, parecia abstrata.

Com produção da Bruto Films e atuações de Gabriel Brennecke e Gilda Nomacce, o curta reafirma a força da produção audiovisual brasileira independente. O sucesso de Laser-Gato não apenas coloca o nome de Lucas Acher no radar da indústria cinematográfica internacional, mas também destaca a capacidade do cinema nacional de traduzir a complexidade das grandes cidades brasileiras para uma linguagem universal. Para mais informações sobre a trajetória do festival, acompanhe a cobertura oficial em Festival de Cannes.

Fonte: g1.globo.com

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