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Queda para o Internacional sela demissão de Dorival Júnior no Corinthians

3 a 1 no Brasileirão. Calderano cai para chinês na semi e leva bronze na Copa do
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O Corinthians anunciou nesta segunda-feira (6) o desligamento do técnico Dorival Júnior e de sua comissão técnica. A decisão foi tomada após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, em partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputada no último domingo (5) em casa. O revés aprofundou a crise no clube paulista, que já acumulava uma sequência de nove jogos sem vitórias, sendo sete deles pelo Brasileirão, e deixou a equipe perigosamente próxima da zona de rebaixamento.

Apesar de um ano no comando marcado por conquistas importantes, a fase recente do time pesou na decisão da diretoria. O desempenho abaixo do esperado no Campeonato Brasileiro, com o time na 16ª posição e apenas dois pontos acima do 17º colocado Chapecoense, que abre o Z4, tornou a situação do treinador insustentável diante da pressão da torcida e da imprensa.

A trajetória de Dorival Júnior no Corinthians

A passagem de Dorival Júnior pelo Corinthians, que durou cerca de um ano, foi marcada por altos e baixos. O treinador chegou ao clube com a missão de reestruturar a equipe e, inicialmente, obteve sucesso. Sob seu comando, o Timão levantou dois troféus de grande relevância no cenário nacional: a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa do Brasil de 2026. Essas conquistas trouxeram alívio e esperança à torcida, que via no trabalho de Dorival um caminho para o retorno do clube ao protagonismo.

No entanto, o brilho dessas vitórias foi ofuscado por resultados decepcionantes em outras competições. No Campeonato Paulista deste ano, o Corinthians amargou uma eliminação precoce nas semifinais, perdendo para o Novorizontino. Esse tropeço já acendeu um alerta sobre a irregularidade da equipe, que se intensificou com o início do Campeonato Brasileiro e a sequência de maus resultados que culminou na demissão do técnico.

A sequência de resultados negativos e a pressão

A derrota para o Internacional foi a gota d’água para a diretoria corintiana. O placar de 1 a 0 em casa, somado a uma atuação sem brilho, evidenciou a dificuldade do time em reagir. A equipe não vence há nove partidas, um período preocupante que inclui sete jogos sem triunfo no Brasileirão. Essa sequência levou o Corinthians à 16ª colocação na tabela, com apenas 10 pontos, dois a mais que a Chapecoense, a primeira equipe na zona de rebaixamento.

A proximidade com o Z4 gerou uma enorme pressão sobre o técnico e os jogadores. A torcida, conhecida por sua paixão e exigência, manifestava seu descontentamento, e a diretoria se viu obrigada a tomar uma atitude para tentar reverter o cenário. A instabilidade nos resultados, especialmente em uma competição tão disputada como o Campeonato Brasileiro, foi o fator determinante para a mudança no comando técnico.

O futuro imediato do Timão: William Batista e a Libertadores

Com a saída de Dorival, o Corinthians agiu rapidamente para definir um substituto, ainda que interino. A partir desta segunda-feira (6), a equipe será comandada por William Batista, que até então era o técnico da equipe sub-20 masculina. A escolha por uma solução interna visa dar um novo fôlego ao elenco e preparar o time para os próximos desafios, que já se mostram cruciais para a temporada.

O primeiro grande teste de William Batista será na próxima quinta-feira (9), quando o Corinthians fará sua estreia na Copa Libertadores da América. O time paulista enfrentará o Platense, da Argentina, fora de casa, às 21h (horário de Brasília). A partida é válida pelo Grupo E da competição, que também conta com Peñarol (Uruguai) e Santa Fé (Colômbia). A Libertadores representa uma oportunidade para o Timão reagir e buscar um novo rumo na temporada, mas também um desafio imenso para o novo comando técnico.

A alta rotatividade de técnicos no Brasileirão

A demissão de Dorival Júnior no Corinthians não é um caso isolado no futebol brasileiro. Ele se tornou o 10º técnico a ser desligado de seu cargo desde o início do Campeonato Brasileiro, um número que reflete a alta pressão e a instabilidade que permeiam a profissão no país. Entre os outros treinadores que já deixaram seus clubes nesta edição do torneio, destacam-se nomes como Jorge Sampaolli (Atlético-MG), Fernando Diniz (Vasco), Juan Carlos Osório (Remo), Filipe Luís (Flamengo), Hernán Crespo (São Paulo), Tite (Cruzeiro), Juan Vojvoda (Santos), Martín Anselmi (Botafogo) e Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense).

Essa rotatividade constante de técnicos é um tema recorrente de debate no esporte nacional, levantando questões sobre a cultura de resultados imediatos e a falta de planejamento a longo prazo nos clubes. A busca por soluções rápidas muitas vezes leva a mudanças frequentes, que nem sempre resultam na estabilidade desejada. A situação do Corinthians, que apesar de títulos recentes se viu obrigado a trocar de comando, é mais um exemplo dessa dinâmica complexa do futebol brasileiro. Para mais informações sobre o cenário esportivo, consulte a Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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