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22/11/2019

Olhar de um antigo morador sobre a comunidade

Publicado em 16/01/2017

Morador comum do bairro Jardim São Luís. Mas seus vários anos de vivência na mesma comunidade, de perto, assistindo como testemunha da história do lugar onde mora se desenvolver e evoluir, são o

Legenda
 
Morador comum do bairro Jardim São Luís. Mas seus vários anos de vivência na mesma comunidade, de perto, assistindo como testemunha da história do lugar onde mora se desenvolver e evoluir, são o que o diferencia da multidão.
João Roberto Conte, popularmente conhecido como seu Zé, antigo morador do bairro, se mudou de Santo Amaro para o Jardim São Luís em 1960. Tomou essa decisão para acompanhar seu irmão, José Roberto Conte, que já havia se mudado para o bairro seis anos antes, em 1954. Conta que houve muitas mudanças e que tudo foi um processo bastante lento.
A decisão de se mudar para o novo bairro só se completou quando abriu a compra dos loteamentos de terra. Tinha 16 anos na época, se mudou com os pais para a nova moradia.  “Não tinha nada, aqui era só chácara, para morar era tudo mato”. Poucas pessoas habitavam o Jardim São Luís na época. Não havia asfalto, as ruas eram apenas barro, existiam pouquíssimos comércios. Por exemplo, o primeiro açougue de que se tem lembrança ficava onde, hoje em dia, existe a loteria na Rua João Fernandes Camisa Nova Junior. 
“A mudança começou aqui no Jardim São Luís quando entrou o Faria Lima para prefeito, então ele asfaltou aqui as primeiras ruas. Foi quando começou a modificar. Antes era tudo água de poço e essas coisas. Quando chegava o verão, o poço mais raso ali tinha 45m. Isso aqui era um interior”, relembra seu Zé. Conta quando chegou a eletricidade, seu irmão José instalou a bomba de pistão para facilitar a tirada de água do poço. Ele e o irmão que construíram a casa e cavaram o poço. “Ninguém tinha grana para nada”, dizia, “o poceiro era caro. Cada um fazia que desse”.
Seu Zé e principalmente o irmão, José, tiveram muito contato com o Padre Edmundo nos primeiros anos que ele havia chegado à antiga capela. Diz que resolveu se casar em 1964, foi o tempo que o Padre veio, e seu Zé foi um dos primeiros a conversar com ele. Conta que precisava da autorização do Padre para se casar em uma Igreja em Santo Amaro, esse foi o motivo do diálogo, mas que no final das contas, a autorização não se fez necessária. Por outro lado, a história de seu irmão, José Conte se interliga com o Padre Edmundo por causa das quermesses. Na época de Junho, o irmão de seu Zé ajudava o Padre na organização das festividades da comunidade.
E todo o processo de mudança e modernização do bairro continuou a um rumo lento, a população ainda escassa que habitava a comunidade era pobre e apenas tinha condições de construir aos poucos, ou seja, uma parte da construção era feita hoje e outra parte só ano que vem. 
O que seu Zé acredita que foi o maior bem conquistado da comunidade não foram exatamente prédios e novas construções, mas foram as coisas boas que cada um fez e continua fazendo pela comunidade, ajudando uns aos outros. Pensar em evoluir e melhorar e consequentemente transformar o lugar onde vive.

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